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25 de junho de 2026

8 min de leitura

Restringir leite é o melhor caminho?

Atualmente, cerca de 40% dos adultos sofrem com intolerância à Lactose. Ela pode ocorrer por diferentes fatores, mas é mais comum com o avançar da idade. A intolerância ocorre quando nosso corpo perde ou reduz a produção da enzima digestiva Lactase, responsável por quebrar o açúcar do leite.

Pense que para cada alimento que comemos, temos uma tesoura específica, capaz de cortar aquele alimento em pedaços menores para que possam ser digeridos. As tesouras são nossas enzimas digestivas. No caso da intolerância, eu não possuo essa tesoura, fazendo com que a molécula da lactose traga sintomas gastrointestinais por não ter sido digerida e absorvida corretamente.

Com a suplementação das enzimas, é possível ter uma vida normal e consumir leite e derivados, mesmo com a intolerância. Leite e derivados, além de fazerem parte da nossa cultura alimentar, são alimentos muito versáteis e nutritivos.

O leite integral, possui gorduras que favorecem a saciedade e melhoram a absorção da vitamina A e Vitamina D. É um forte aliado ao ganho de massa muscular, principalmente pela composição de suas proteínas e aminoácidos. Além disso, tem cálcio como um de seus principais nutrientes, sendo uma das mais recomendadas fontes deste mineral. O cálcio junto com a vitamina D, Magnésio e vitamina K são nutrientes que garantem a integridade óssea e de estrutura dentária, sendo fundamental em todas as fases da vida: da infância ao envelhecimento.

A ingestão das enzimas de Lactase quando há o consumo desses alimentos, garante que a correta digestão e absorção da lactose ocorrerá de maneira eficiente e segura, a fim de evitar sintomas desconfortáveis.

Enzimas   X   produtos Lacfree

Você já deve ter notado que de alguns anos para cá as prateleiras ganharam diversos produtos denominados “lacfree”, ou seja, livres de lactose.

O número de brasileiros que sofrem com a intolerância faz com que a indústria busque alternativas para esse público. Quando o intolerante recebe o diagnóstico, sua maior angústia é acreditar que terá de abandonar diversos alimentos que gosta e fazer substituições.

Hoje é possível conciliar a intolerância aos diversos alimentos que a pessoa já tinha em sua dieta. Quando vemos no mercado um iogurte “lacfree”, nada mais é do que o iogurte tradicional feito com o leite de vaca e adicionado em sua composição a enzima lactase. Dessa forma, durante o consumo a pessoa não sentirá os efeitos da intolerância ou os sentirá com menos intensidade.

Vale ressaltar que não é necessário consumir somente alimentos “lacfree”. Com a suplementação adequada da enzima lactase, o intolerante pode comer alimentos nas suas versões tradicionais – queijo, iogurte, leite, bolo, doces… desde que tenha feito o uso da enzima lactase. Inclusive, é uma opção mais interessante tendo em vista que será uma alimentação sem alteração no paladar e não necessita de substituições.

A suplementação da enzima é mais segura para o paciente, evitando que ele tenha sintomas da má digestão da lactose. Mesmo com o consumo de alguns produtos lacfree, ainda é possível que casos mais severos de intolerância venham a sentir os sintomas associados a intolerância à lactose, devido à baixa quantidade de enzimas adicionadas ao produto.

Quais são os alimentos com mais lactose

Quando se descobre a intolerância à lactose, é importante saber em quais alimentos a lactose está presente e em qual quantidade. A lactose é o carboidrato, o açúcar presente no leite de origem animal. Portanto, todo alimento com origem no leite de vaca e cabra terá algum teor de lactose.

Quando olhamos a tabela da composição nutricional de um queijo, por exemplo, o queijo onde o rótulo tiver maior quantidade de carboidratos consequentemente será o que também tem maior teor de lactose.

Os desconfortos gástricos e intestinais são mais acentuados conforme a quantidade e frequência ingerida, variando com o grau da intolerância de cada indivíduo.

Um copo de leite de vaca – 12,5 g de lactose
100 g iogurte natural – 4 – 7 g de lactose
Um copo de leite de cabra – 11,9 g de lactose
100 g de queijo ricota – 2 – 5 g de lactose
100 g Leite em pó – 36 – 52 g de lactose
100 g de queijo mussarela – 1 – 3 g de lactose

O teor de lactose dos alimentos varia conforme o processamento e grau de fermentação. O essencial é saber que o intolerante à lactose pode e deve ter a mesma qualidade de vida cuidando da alimentação de forma equilibrada e fazendo o uso correto das enzimas de lactase.

A importância do cálcio para os 50+

Todo mundo já ouviu dizer que “o cálcio é o principal nutriente para os ossos”… e é verdade, mas o que quase ninguém sabe é que esse mineral é importante ao longo de toda a vida. Grande parte das pessoas se preocupa em valorizar o consumo de leite e derivados, por conta do cálcio, somente na infância por conta do período de crescimento. Porém, na terceira idade, mesmo com os ossos já formados, continuamos com uma alta necessidade de cálcio através da alimentação. A partir dos 50 anos nossa ingestão de cálcio deve ser maior, inclusive porque nossa taxa de absorção reduz em decorrência da idade.

Com a idade também aumenta a prevalência de intolerância à lactose, justamente porque a produção natural da enzima lactase pelo nosso organismo também começa a diminuir naturalmente pelo processo do envelhecimento. A consequência é que muitos idosos não atingem ingestão diária de cálcio, pois deixam de consumir leite e derivados em decorrência da intolerância. A suplementação com enzimas Lactase é uma alternativa eficaz e segura para o consumo do leite e seus derivados por intolerantes, especialmente os idosos. Com o uso correto das enzimas é possível manter o consumo de alimentos lácteos e dessa forma atingir os níveis ideais de cálcio de uma forma mais fácil e prazerosa.

Se você recém descobriu a intolerância à lactose é importante se familiarizar com alguns pontos para melhorar sua qualidade de vida e reduzir ao máximo os impactos da intolerância na sua saúde. A intolerância à lactose é uma síndrome onde a pessoa apresenta sintomas de mal-estar gastrointestinal após o consumo de alimentos que contenham lactose.

A lactose é o tipo de açúcar presente em grande quantidade no leite, e que deve ser quebrada pela enzima lactase para que seja possível sua absorção. Caso contrário, é possível que haja sintomas de dor, distensão abdominal, flatulência, diarreia e vômito após o consumo de alimentos com a lactose.

Atualmente é possível melhorar a qualidade de vida com a intolerância, através do uso de enzimas digestivas, a própria Lactase. A recomendação é que a enzima seja consumida imediatamente antes das refeições onde haverá lactose. A quantidade a ser suplementada varia de acordo com o tipo e a quantidade de refeição que será consumida.

No rótulo da enzima lactase você encontrará o termo U.FCC que corresponde à Unidade de atividade enzimática determinada segundo o Food Chemical Codex. É uma maneira de padronizar a quantidade de enzima a ser usada versus a refeição que será consumida. Por exemplo, 10.000U.FCC é seguro para um adulto comer uma refeição… 4.000 FCC, pode provocar desconfortos gastrointestinais.

O uso das enzimas é prático e muito simples, podendo te acompanhar em um aniversário, almoço com amigos e no uso diário, em casa. É mais saudável para o corpo que você sempre utilize as enzimas quando for consumir alimentos com lactose, do que deixar o corpo sofrer com as reações promovidas pela intolerância.

Por quanto tempo posso fazer uso das enzimas?

Primeiro vamos entender como as enzimas funcionam: a lactose é um açúcar, ou seja, o carboidrato presente no leite. Para que possamos absorver alguns nutrientes no nosso organismo, eles precisam ser “quebrados” por enzimas digestivas. Após sofrer a ação dessas enzimas, o nutriente fica “menor” possibilitando sua absorção e aproveitamento pelo organismo. Quando nosso corpo não produz quantidade suficiente ou parou de produzir as enzimas entramos no quadro de intolerância. Ou seja, o corpo perde parte da capacidade de digerir, e portanto, de absorver o nutriente. A consequência dessas intolerâncias são sintomas gastrointestinais.

Ao suplementar a lactase, através do consumo dessa enzima, estamos auxiliando o corpo a digerir e depois absorver de forma adequada e segura os nutrientes.

O uso da enzima deve ser feito imediatamente antes da refeição… para ter uma ação eficiente. A suplementação deve acontecer todos os dias durante a vida da pessoa que tenha intolerância à lactose e as quantidades a serem consumidas, são baseadas na quantidade de lactose daquela refeição. A pessoa pode ir observando o quanto consumiu de lactose para uma determinada quantidade de leite e derivados e ir adequando o consumo de enzimas diante dessas observações.

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